O que o relatório apresenta?
Uma análise aprofundada das principais tendências de ciberameaças da segunda metade de 2025: campanhas globais de alto impacto, a evolução do ransomware e da extorsão baseada em dados, a utilização de IA por parte dos atacantes, a exploração acelerada de vulnerabilidades críticas e a reconfiguração do ecossistema criminal após o colapso de grandes fóruns clandestinos.
A segunda metade de 2025 confirma uma mudança estrutural no comportamento dos atacantes: menos ruído técnico, maior persistência e um impacto económico e reputacional crescente. O relatório destaca vários pontos‑chave:
- O ransomware está presente em 44% de todas as quebras de segurança em 2025, consolidando‑se como o principal vetor de impacto operacional e económico, em comparação com os 32% registados em 2024.
- As administrações públicas e os organismos governamentais voltaram a ser o setor mais visado, com mais de 3.300 incidentes reportados apenas nos últimos seis meses, refletindo o aumento da tensão cibernética geopolítica.
- A inteligência artificial já está envolvida em 16% dos ataques, suportando sobretudo engenharia social avançada, automação de campanhas e usurpação de identidade, atuando como um multiplicador de risco.
- A cadeia de abastecimento e os terceiros estiveram envolvidos em quase 30% dos incidentes, confirmando a deslocação do acesso inicial para além dos perímetros tradicionais das organizações.