A IA exige uma revisão da arquitetura e da infraestrutura organizacional
Durante anos, avançar em IA implicava dispor de modelos mais avançados. Hoje, o principal desafio encontra-se na camada que a suporta: a infraestrutura. A IA privada e soberana exige mudanças significativas. Sistemas concebidos para fluxos de dados centralizados e sem fronteiras têm dificuldade em suportar uma IA que precisa de operar em ambientes controlados, cada vez mais localizados e sujeitos a requisitos jurisdicionais.
O 2026 Global AI Report: A Playbook for AI Leaders integra uma série de conteúdos suportados pela nossa análise global.*
O relatório identifica cinco conclusões principais:
- A IA está a aproximar-se de um ponto de bloqueio, e o problema não está no modelo.
- A jurisdição dos dados está a tornar-se uma restrição arquitetural.
- Todas as organizações reconhecem a mudança, mas poucas estão a preparar-se.
- Os líderes estão a repensar as suas estratégias desde a base, o que está a gerar uma diferença competitiva.
- A IA privada e soberana é construída sobre ecossistemas cuidadosamente orquestrados.
O Playbook aborda os seguintes temas:
- O papel da geopolítica e a necessidade de maior controlo sobre os dados.
- Os fatores que influenciam as decisões de infraestrutura de IA nas organizações.
- Por que razão a infraestrutura obsoleta continua a ser uma limitação.
- Por que razão o desenvolvimento de IA privada e soberana exige apoio especializado externo.
- Como um grupo de líderes na adoção de IA está a alcançar resultados através de uma abordagem centrada em IA privada e soberana.
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Perguntas frequentes
Em que se baseia a análise global da NTT DATA?
Todo o conteúdo deste Playbook baseia-se em dados provenientes de fontes independentes. Entre setembro e outubro de 2025, foram conduzidas duas fases de investigação. Os participantes passaram por um processo de pré-seleção e, posteriormente, foram escolhidos através de amostragem aleatória, com base na sua capacidade de decisão ou influência sobre a estratégia tecnológica ou de IA da sua organização. O estudo abrange mais de 30 mercados, distribuídos por cinco regiões, e mais de uma dezena de setores. A amostra inclui cerca de 5.000 executivos e líderes seniores.
O que é IA privada e IA soberana?
A IA privada refere-se a sistemas desenvolvidos em ambientes controlados, com o objetivo de proteger dados, modelos e operações sensíveis. A IA soberana, por sua vez, centra-se no alinhamento com requisitos jurisdicionais nacionais e regionais, garantindo que a infraestrutura, os dados e a governação permanecem sob controlo local. Embora estas duas abordagens possam frequentemente sobrepor-se, as organizações podem optar por uma ou por outra. A nossa investigação mostra que praticamente todas as organizações estão a considerar estes modelos e que cerca de um terço já está a conseguir desenvolver as capacidades necessárias.
Por que motivo deve ler este Playbook?
Este Playbook pode apoiar conselhos de administração, perfis CxO, organizações, profissionais de IT, especialistas em IA, estrategas de IT e todos aqueles com influência no futuro das operações de negócio. Os resultados do nosso estudo global apresentam abordagens práticas para a adoção de IA privada e soberana.
Principais insights
O reconhecimento da necessidade de IA privada e soberana é praticamente universal. No entanto, a lacuna entre o que a IA exige atualmente e o que a infraestrutura existente consegue suportar continua a aumentar.
95 % das organizações afirmam que a IA privada ou soberana é importante para a sua estratégia de IA.
35 % dos responsáveis por IA reconhecem que a adoção de IA privada e soberana constitui uma barreira, uma vez que exige, na maioria dos casos, alterações significativas na infraestrutura.
A maioria dos líderes em IA, quase 60 %, já identifica as restrições à circulação de dados entre jurisdições como um desafio relevante.
Apenas cerca de um terço (29 %) das organizações está a priorizar a IA soberana de forma concreta e no curto prazo.
Mais de metade dos inquiridos (51 %) aponta a complexidade da integração de ambientes híbridos como um dos principais desafios na execução de cargas de trabalho de IA em ambientes privados.
Apenas 38 % das organizações demonstram confiança no seu nível de segurança em cloud, um pilar fundamental para a adoção de IA privada e soberana.
Os líderes na adoção de IA integram a soberania como um princípio arquitetural fundamental. Modernizam a sua infraestrutura em paralelo com o investimento em IA, incorporam a governação desde as fases iniciais e reavaliam as suas relações com os hyperscalers para preservar flexibilidade e controlo. Esta abordagem está associada a um maior crescimento da receita e a melhores margens.
Principais insights sobre os líderes em IA
mais propensos a adotar uma abordagem soberana
consideram soberania ou privacidade essenciais para a sua estratégia de IA
associam soberania a uma vantagem acrescida
Implicações por setor e região
O 2026 Global AI Report: A Playbook for AI Leaders baseia-se nas respostas de quase 5.000 executivos de topo, provenientes de mais de 30 mercados e de mais de uma dezena de setores, incluindo automóvel, indústria transformadora, banca e seguros. Analisa também os desafios e as oportunidades que a IA privada e soberana colocam em diferentes regiões e setores.
Aceda ao playbook completo ou consulte o comunicado à imprensa para obter mais informações.
Insights adicionais para líderes empresariais
A infraestrutura
está a tornar-se o principal desafio para inovar e gerar vantagem com a IA.
Os líderes em IA
tratam a soberania como um princípio de arquitetura fundamental e alcançam maior crescimento da receita e das margens.
A vantagem
depende da criação de ambientes de IA localizados, com fluxos de dados seguros e ágeis.
O sucesso
assenta em ecossistemas de IA multi-provider, com uma orquestração rigorosa.
Insights adicionais para profissionais de IA
A infraestrutura obsoleta
continua a ser o principal obstáculo à implementação de IA em escala.
A orquestração do ecossistema de IA
não se resume à integração de tecnologias.
Os modelos híbridos
definem onde residem os dados sensíveis e onde permanece a inteligência: em ambientes controlados.
As dimensões arquiteturais
território, operações, tecnologia e requisitos legais e regulamentares funcionam como dimensões interdependentes.
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