Eficiência operacional e IA impulsionam a inovação no setor energético, segundo NTT DATA Energy Trends | NTT DATA

qua, 01 abril 2026

NTT DATA identifica a eficiência operacional e a IA como principais motores da inovação tecnológica no setor da energia


Novo estudo Energy Trends analisa as tendências do setor energético e revela como as organizações estão a redefinir prioridades e cultura num contexto de transição, pressão regulatória e aceleração tecnológica.

A NTT DATA, líder global em IA, negócios digitais e serviços tecnológicos, apresentou o estudo Energy Trends, uma análise aprofundada que explora de que forma as empresas do setor da energia estão a redefinir as suas fronteiras tecnológicas, operacionais e de mercado, num contexto marcado pela transição para modelos mais sustentáveis, pelo reforço da pressão regulatória, por tensões geopolíticas e pela aceleração da mudança tecnológica. Neste cenário, a inovação deixa de ser uma iniciativa isolada para se afirmar como uma arquitetura estratégica que integra decisões, estruturas, capacidades e ligações ao ecossistema, definindo o posicionamento futuro de cada organização no setor.

O relatório destaca que a transformação digital já não pode ser encarada como um projeto para o futuro nem como um conjunto de iniciativas piloto isoladas, mas sim como um habilitador estrutural do negócio energético. O foco passa a estar na inovação com propósito: modernizar infraestruturas, tirar partido dos dados para melhorar a tomada de decisão e escalar tecnologias avançadas, como a IA, que permitam otimizar processos críticos ao longo de toda a cadeia de valor, aumentar a eficiência operacional e criar impacto sustentável com uma visão de longo prazo.

Neste contexto, a inovação no setor da energia enfrenta desafios que vão desde a capacidade de assumir riscos informados e identificar oportunidades para além das fronteiras do modelo de negócio tradicional, até à colaboração com parceiros do ecossistema e à construção de capacidades internas que permitam escalar com rapidez. Tudo isto exige um equilíbrio contínuo entre alcançar resultados no curto prazo e investimentos estratégicos de longo alcance.

O estudo identifica dez desafios estruturais que condicionam a eficácia dos modelos de inovação. Para 21% das organizações do setor, o principal desafio reside em equilibrar a autonomia das equipas com as prioridades estratégicas do negócio. Seguem‑se a medição do impacto estratégico da inovação e o posicionamento da inovação como motor estratégico, ambos referidos por 14% dos inquiridos, bem como a capacidade de transformar projetos‑piloto em soluções à escala, identificada por 7%.

Os restantes desafios incluem a evolução para modelos de relacionamento mais eficazes com startups, a capacidade de antecipar e impulsionar a inovação em contextos de mudança, a definição de quando assumir uma posição de liderança tecnológica, o equilíbrio entre inovação incremental e disruptiva, a transformação da cultura organizacional para fomentar a inovação e a decisão entre desenvolver capacidades internamente ou recorrer ao ecossistema.

A NTT DATA apresenta, no Energy Trends, um framework de inovação que sintetiza uma visão abrangente sobre a forma como as organizações do setor da energia estão a abordar a inovação no contexto atual. O modelo, desenvolvido com base em cinco pilares - estratégia, estrutura, cultura, métricas e ecossistema -, reflete a ideia de que a inovação é uma capacidade que deve estar alinhada com o negócio, sustentada pela organização, avaliada pelo seu impacto e ligada a um ecossistema cada vez mais alargado. Esta abordagem permite às empresas compreenderem em que fase se encontram e que decisões estratégicas precisam de tomar para transformar a inovação num verdadeiro motor de competitividade e sustentabilidade.

O estudo mapeia ainda cinco níveis de maturidade organizacional no setor da energia. Estes níveis incluem: emergente e reativo (inovação pontual, sem estrutura nem foco estratégico); funcional e incipiente (existência de uma estrutura básica, com processos ainda fortemente dependentes do negócio); alinhado e integrado (inovação ligada à estratégia, mas ainda sem autonomia); autónomo e estratégico (evolução natural do estágio anterior); e orquestrador e influenciador sistemático, em que a organização lidera o ecossistema e consegue escalar soluções com impacto sistemático.

No que respeita ao investimento em startups do setor da energia, o estudo identifica uma reorientação clara para tecnologias capazes de impulsionar a descarbonização sem comprometer a escala industrial, segmento que já concentra mais de 35% dos recursos investidos. Em paralelo, observa‑se um aumento da diversificação para capacidades transversais e novos serviços, com investimentos relevantes em áreas como hidrogénio, captura e armazenamento de carbono, combustíveis sintéticos, biocombustíveis e digitalização industrial.

Mais do que uma resposta a objetivos ambientais, este padrão de investimento reflete a procura de vantagens competitivas sustentáveis, o desenvolvimento de novas cadeias de valor e o reforço da resiliência face a riscos regulatórios e geopolíticos. Trata‑se do resultado de um portefólio progressivamente mais equilibrado, no qual inovação e escalabilidade evoluem de forma integrada.

“O setor da energia atravessa uma transformação profunda que exige uma abordagem integrada - tecnologia, pessoas e sustentabilidade têm de evoluir em conjunto para gerar impacto real e sustentável a longo prazo”, afirmou Héctor Pinar, Global Head of Energy & Utilities da NTT DATA. “Adotar novas tecnologias vai muito além do investimento financeiro. É essencial construir uma cultura organizacional preparada para incorporar inovação, dados e sustentabilidade como parte integrante do ADN do negócio”, acrescentou.

O estudo sublinha a importância de análises especializadas para compreender as dinâmicas do setor da energia e antecipar tendências relevantes. Ao mesmo tempo, reforça o papel da NTT DATA como parceira estratégica das organizações do setor energético, contribuindo para a definição e execução de estratégias que integram inovação tecnológica, eficiência operacional e uma visão sustentada de longo prazo.


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