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Descubra as tendências, as prioridades estratégicas e as oportunidades emergentes que estão a moldar o futuro dos seguros.
Descarregue o documentoEm 2026, o setor segurador enfrenta a volatilidade dos mercados ao mesmo tempo que acelera a adoção de modelos assentes em inteligência artificial para reforçar a resiliência e a confiança. Mais do que uma resposta à disrupção, esta evolução reflete uma transformação estrutural: as seguradoras deixam de se focar exclusivamente na gestão de sinistros para passar a conceber a resiliência através da inteligência de risco, da autonomia responsável, da prevenção e de ecossistemas soberanos.
O panorama do setor segurador em 2026 assenta em quatro pilares estratégicos interligados.
O setor segurador tem de evoluir de uma abordagem centrada na tarifação anual e na gestão reativa de sinistros para um modelo de monitorização contínua e intervenção preventiva. Através do framework 3D (Detetar – Decidir – Defender), as seguradoras adotam capacidades de subscrição em tempo real, inteligência baseada em satélite, monitorização através da Internet das Coisas (IoT) e mecanismos de prevenção suportados por IA para gerir ambientes de risco cada vez mais complexos e interligados.
A IA está a evoluir de assistentes de apoio à decisão para agentes coordenados capazes de executar fluxos de trabalho completos nas áreas de subscrição, gestão de sinistros e serviço ao cliente. O principal desafio já não reside apenas na velocidade ou na produtividade, mas na construção de confiança. A autonomia supervisionada por pessoas combina fluxos de trabalho baseados em agentes com mecanismos robustos de governação, explicabilidade, rastreabilidade através de auditorias, controlos de segurança e responsabilidades claramente definidas.
A relação com o cliente evolui de uma lógica transacional para uma dinâmica mais participativa. As seguradoras adotam modelos hiperpersonalizados e baseados na utilização, suportados por telemática, dispositivos wearables, biometria e IA contextual. A economia da prevenção substitui gradualmente a lógica da simples indemnização, integrando empatia, transparência e uma interação proativa ao longo de toda a experiência do cliente.
O crescimento acontece cada vez mais em ecossistemas que integram plataformas, corretores, MGAs, resseguradoras e parceiros tecnológicos. As seguradoras desenvolvem arquiteturas preparadas para operar em ecossistema, estabelecem ligações com novas fronteiras tecnológicas, reduzem o tempo de lançamento de novas propostas de valor de meses para semanas e transformam a Open Insurance numa capacidade recorrente que reforça de forma duradoura a relação com o cliente.
Os líderes vão deixar de se focar exclusivamente na cobertura do risco para assumir um papel ativo na construção da resiliência.
Cerca de 70% do investimento das seguradoras em TI continua a ser direcionado para a manutenção de sistemas legados.
As perdas causadas por catástrofes naturais voltaram a ultrapassar os 100 mil milhões de dólares a nível mundial em 2025.
Cerca de 45% das seguradoras estão a dar prioridade a modelos operacionais orientados para a prevenção, refletindo a transição de uma abordagem centrada na indemnização para estratégias focadas na mitigação e antecipação do risco.
O setor dos seguros está a evoluir para um relacionamento contínuo com o cliente.
Os programas de telemática podem reduzir os custos associados aos sinistros em até 60%, promovendo uma abordagem mais preventiva, personalizada e orientada para a gestão contínua do risco.
Os seguros integrados (embedded insurance) estão a registar taxas de crescimento de dois dígitos.
Cerca de 73% dos clientes esperam experiências digitais simples, integradas e sem fricção.
Os líderes do futuro irão orquestrar valor em ecossistemas.
Cerca de 63% das seguradoras consideram os ecossistemas um motor de inovação.
O investimento global em insurtech ultrapassou os 4 mil milhões de dólares em 2025.
Cerca de 25% das insurtech financiadas já integram inteligência artificial nas suas operações e propostas de valor.
A confiança será o fator determinante na capacidade das seguradoras para escalar a IA com sucesso.
Cerca de 80% das seguradoras estão a implementar projetos-piloto de inteligência artificial em diferentes áreas da organização.
Cerca de 68% das seguradoras identificam a governança como o principal desafio à escalabilidade da inteligência artificial.
Cerca de 57% das seguradoras estão a explorar fluxos de trabalho autónomos suportados por inteligência artificial.
O estado do setor segurador em 2026
A crescente complexidade dos riscos está a ampliar o défice de proteção, com perdas globais de 162 mil milhões de dólares associadas a catástrofes naturais no primeiro semestre de 2025 e um custo médio de 4,88 milhões de dólares por violação de dados.
Mais de 54% dos adultos já utilizam inteligência artificial generativa, redefinindo as expectativas em torno de experiências mais simples, imediatas e personalizadas.
Os modelos orientados para a prevenção estão a melhorar os rácios de sinistralidade e a eficiência operacional através da monitorização em tempo real e da subscrição dinâmica.
A colaboração entre seguradoras, insurtech e parceiros de ecossistema está a acelerar a transformação das plataformas e o crescimento dos seguros integrados (embedded insurance).
| Manami Takehara Senior Vice President and Head of Third Financial Sector at NTT Group |
| Bruno Abril Head of Insurance at NTT DATA Inc. - Global |
| Amit Unde Global Head of Insurance Strategy and Advisory at NTT DATA Insurance |
| Stuart Maltas Global Insurance Industry Cloud Leader at NTT DATA Inc. |
| Tim Staebler Global Data and AI Leader for Insurance |
| Carlos Ordóñez Vicepresident, Global Insurance Innovation |
| John Harkin Managing Director Integration & Growth, Global Insurance, NTT DATA Inc. |
| John Taylor CEO at Alchemy Technology Services |
| Proneet Sharma Head of Insurance at NTT DATA North America |
| Inês Eusébio Head of Insurance at Iberia, LATAM, Benelux & France / Healthcare & Public Sector at LATAM |
| Claudia Jandl Head of Banking and Insurance (FSI) at NTT DATA DACH |
| Will Davies Head of Insurance at NTT DATA UK&I |
| Pierfrancesco Fusaro Head of Insurance at NTT DATA Italy |
| Verina Mohanlal Head of Banking and Insurance (FSI) MEA |
| Vito Treccarichi Global Account Manager for Zurich Insurance at NTT DATA |
Descubra as principais tendências que estão a transformar o setor dos seguros e explore os novos desafios e oportunidades do contexto global.
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